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O Programa Pinga Fogo da Rádio Câmara desta
quinta-feira, 27, tratou do tema terceirização com um debate entre
os deputados Laércio Oliveira (PR/SE), Roberto Santiago (PSD/SP) e
Assis Melo (PC do B/RS). O programa destacou a importância do tema
já que mais de 10 milhões de pessoas empregadas ou 23% dos
trabalhadores brasileiros de carteira assinada são terceirizados,
mas ainda não existe um marco regulatório.
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Segundo o
deputado Laércio, O TST saiu com a
súmula 256 que avançou para a 331.
“A nossa luta é por esse marco para
termos uma segurança jurídica. Para
isso, precisamos de uma somação de
forças por parte dos trabalhadores,
contratantes e contratados”,
informou o deputado, acrescentando
que o objetivo da regulamentação é
cuidar das pessoas.
“Estamos
buscando um equilíbrio de opiniões
para buscar um zelo com o
trabalhador. Avançar pisando num
solo rígido, respeitando os direitos
de todos. Atualmente o que a gente
vê é trabalhador massacrado porque o
serviço público contrata muito mal.
Quando se informa que o pregão
eletrônico economizou milhões é uma
informação falsa. Estão tratando o
trabalhador como se fosse caneta,
papel, um objeto qualquer”, opinou
Laércio.
A Comissão
Especial da Câmara, da qual Laércio
é vice-presidente, analisou 26
projetos que tramitavam sobre o
assunto e propôs um texto
alternativo elaborado pelo relator
Roberto Santiago. Segundo o Dieese
entre 1999 e 2009, houve um aumento
de 61% na contratação desse tipo de
serviço. No TST atualmente, existem
cerca de 5 mil processos na área de
terceirização, problemas verificados
nas contratações do serviço público.
“Existem tantos processos porque não
há regulação, por isso estamos
trabalhando firmemente nesse
sentido, afinal o processo de
terceirização chegou para ficar”,
disse Santiago. |