São Paulo, 17
de março de 2009 –
O secretário do Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra, acredita
que para São Paulo continuar crescendo vai precisar de recursos
alternativos e, desta forma, garantir o emprego e o
desenvolvimento da cidade. A afirmação foi feita durante
encontro com o Conselho de Serviços da Fecomercio nesta
segunda-feira.
Para Cintra,
as duas fontes tradicionais de recursos para a cidade
- tributação e endividamento público
-
estão esgotadas. “Não dá mais para aumentar a tributação e o
endividamento público para investimentos. Temos de buscar
recursos alternativos.” O secretário acredita que o recebimento
de patrimônio da prefeitura, os fundos de investimentos em
direitos creditórios (Fdics) e o fundo de aval para Parceria
Público-Privadas (PPPs) são alguns dos caminhos. ”Os Fdics
deveriam ser elaborados para o setor público lastreados em
crédito tributário.”
Cintra
salienta que a função da Secretaria é buscar investidores não
convencionais e identificar nichos de oportunidade que promova o
município. “Para conseguir novas formas de investimentos,
poderíamos criar uma agência de fomento.”
Segundo o secretário, a maior interação com órgãos
representantes de classes como a Fecomercio é muito importante
para ajudar a encontrar formas de recursos.
O setor de
serviços será o grande foco de atuação da Secretaria, que passa
a se chamar Secretaria do Desenvolvimento Econômico e do
Trabalho. “A prestação de serviços será o nosso braço direito
para o desenvolvimento econômico, já que é o setor que mais
cresce no mundo, e São Paulo não fica fora desta regra”,
afirmou.
De acordo com
Cintra, a crise já afetou a indústria e logo chegará ao setor de
serviços de maneira mais suave devido à conjuntura econômica
brasileira. “Existem dois canais de contaminação da crise: um é
pelo comércio exterior e outro pelo crédito. No Brasil,
a economia ainda é bastante fechada, pois 75% da atividade
econômica são voltadas ao mercado interno e a participação do
crédito no PIB não chega a 40%”.
Cintra afirma
que, após a crise, São Paulo será palco de investimentos
internos e externos. “Temos de estar preparados para esse
ambiente e identificar esses nichos de oportunidade.”
Sobre a Fecomercio
A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a
principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e
serviços. Representa 151 sindicatos patronais, que abrangem
cerca de 600 mil empresas, um universo que corresponde a 10% do
PIB brasileiro e gera em torno de cinco milhões de empregos.
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