1º
SIMPÓSIO DE COMÉRCIO EXTERIOR 2008
O
sucesso que alcançamos no Simpósio com a participação de autoridades
importantes do setor nos propiciaram um diálogo direto
com a Receita Federal, Camex, Anac e com todos que
estiveram presentes em nosso evento.
Mais
uma vez, manifesto a satisfação que sinto em poder ter promovido junto as empresas ligadas a essa integração que tiveram com os
órgãos de maior representatividade do nosso segmento.
Nosso
agradecimento especial, a essas autoridades e as empresas associadas ou
filiadas que acreditaram no sucesso que foi o Simpósio.
Nós
já estamos sendo cobrados pelas autoridades que estiveram presentes, para
interagir diante da necessidade de um próximo Simpósio, para que possamos
voltar a troca de experiências como foi esse, e foi
muito bem recebido por todos os órgãos e autoridades presentes.
Com
certeza marcaremos um próximo Simpósio, pois só assim, estaremos fortes e
unidos para reivindicarmos melhorias em nosso setor, tão
carente de normas que possam aprimorar ainda mais a atividade que exercemos.
Obrigado
àqueles que acreditaram e nos prestigiaram no evento.
Obrigado
aos ausentes, pois nos dão a certeza da necessidade de continuarmos batalhando
pela categoria.
Mais
uma vez obrigado e até a próxima.
HAROLDO SILVEIRA PICCINA
PRESIDENTE
BOLETIM
SINDICOMIS e ACTC discutem assuntos
relevantes do comércio exterior brasileiro
Simpósio reuniu cerca de 200 autoridades, associados
e especialistas do setor. Evento
abordou temas como Camex, Sicomex
Carga, NVOCC e a atuação da Receita Federal no Brasil
Para comemorar em grande estilo seus
60 anos, o
SINDICOMIS/ ACTC promoveu, nos dias 14 e 15 de maio, o primeiro simpósio de
comércio exterior na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
Cerca de 200 pessoas, entre autoridades,
especialistas e associados, participaram das palestras que discutiram temas
importantes do setor, como Camex, simplificação,
modernização e padronização do processo de tomada de decisões, a ANAC e o
panorama da logística de carga do Brasil.
No segundo dia do evento, o público
altamente especializado acompanhou o debate de questões importantes e polêmicas
no momento, tais como SISCOMEX Carga e a atuação da Receita Federal no Brasil,
ainda muito mitificada segundo Dra. Diva Kodama, Superintendente Adjunta Aduaneira da 8 Região/SP e representante do Secretário da Receita Federal
no Brasil, Dr. Jorge Rachid.
Outro destaque foi a
palestra de encerramento com o Secretário de Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber
Barral. Também participaram da mesa Paulo Zancul,
analista tributário da Receita Federal; Tereza Cristina Vieira, coordenadora de
carga aérea da ANAC; ministro Mauro Couto, assessor internacional do Ministério
do Desenvolvimento, e Valdir Santos, presidente do SINDASP.
Atuação da Receita Federal
Uma das palestras mais concorridas contou com a
participação de José Guilherme Antunes de Vasconcelos, da Alfândega da Receita
Federal do Brasil em Santos, e José Antônio Gaeta
Mendes, Inspetor chefe da Receita em Guarulhos, além da Dra.
Diva Kodama, Superintendente Adjunta Aduaneira da 8 Região/SP.
Durante a apresentação, os participantes tiveram a
oportunidade de interagir durante mais de duas horas com os profissionais da
receita, o que certamente colaborou muito para a busca por alternativas e
soluções em prol da tão falada facilitação do comércio exterior.
Sobre esse tema, José Guilherme fez questão de
ressaltar que a facilitação não quer dizer falta de controle. “Com as
iniciativas que estamos implementando vamos conseguir, ao mesmo tempo, agilizar
a exportação e aumentar o controle e a fiscalização dos processos de
exportação”.
Segundo ele, a Receita Federal continua investindo em
inteligência e tecnologia para colaborar com o aumento do comércio legal do
Brasil. “Os contribuintes terão cada vez mais incentivos. Ao mesmo tempo, vamos
fechar cada vez mais o cerco à ilegalidade e às ações fraudulentas”, completa.
“Os resultados de nossa atuação têm
sido satisfatórios, como comprovam dados estatísticos. No âmbito do
desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas destacam-se o Siscomex Carga,
o Radar – sistema que consolida em um único ambiente todas as informações
econômico-fiscais de uma empresa, agilizando o cruzamento de informações, bem
como o projeto Harpia (Análise de Risco de Inteligência Artificial Aplicada),
desenvolvido em parceria com o ITA e Unicamp”, explicou Dra.
Diva.
________________________________
Visão atual do comércio exterior
Ainda no segundo dia do simpósio,
Michel Abdo Alaby, o
diretor da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e consultor da Alaby & Consultores Associados, traçou um panorama
geral sobre os acontecimentos atuais do comércio exterior e a participação do
Brasil no cenário internacional.
Segundo ele, a globalização é um
processo de integração rápido e dinâmico envolvendo a aplicação de tecnologia e
a interação de grandes blocos econômicos. “Com a globalização, há uma crescente
conexão empresarial na economia mundial. As empresas envolvidas passam a se
preocupar com sua especialidade (hard core)”,
comenta.
Alaby
defendeu que um ponto fundamental da globalização é a logística nacional e
internacional. Para ele, a logística vai além do transporte. “Cada vez mais os
clientes exigem o door to door”,
ressalta.
Com relação ao comércio exterior, o
consultor afirmou que o grande erro brasileiro é que a exportação ainda não é
atividade estratégica das empresas. “As vendas externas devem crescer muito
mais em função do preço do que da qualidade. A previsão é do Brasil encerrar
2008 com US$ 25,4 bilhões de saldo comercial”, completa.
Para Alaby,
os principais parâmetros do novo paradigma do comércio exterior são qualidade,
tecnologia, recursos humanos, logística de comunicação
e entrega, e distribuição. “O mercado impõe as condições de compra. Além disso,
as operações comerciais são dinâmicas. A realidade brasileira ainda está ligada
ao crescimento econômico baseado nas exportações de
commodities e minerais. A política cambial não vai mudar. Temos que
trabalhar para conter a valorização do real ou o dólar poderá chegar a R$
1,50”, conclui.
__________________________________
Siscomex Carga
Paulo Zancul,
analista tributário da Receita Federal e coordenador da implantação do Siscomex
Carga em Santos, proferiu palestra sobre o Siscomex
Carga, o novo controle aduaneiro informatizado da movimentação de embarcações,
cargas e unidades de carga nos portos alfandegados.
De acordo com Zancul,
que apresentou detalhadamente o funcionamento do sistema a todos os que
estiveram presentes no auditório da Fecomércio
durante o simpósio realizado pelo SINDICOMIS, o Siscomex Carga traz uma nova
postura ao comércio exterior. “Ele é voltado exclusivamente ao controle de
cargas transportadas por via aquaviária”, explica.
Segundo ele, quando um navio atraca
no porto, todos os dados sobre as cargas precisam ser declarados. “É importante
o fornecimento das informações à Receita Federal, que assim poderá agilizar
ainda mais a fiscalização das cargas. Quem não se adequar às exigências, ficará
de fora do comércio mundial”, afirma.
O Brasil no comércio internacional
Uma das palestras mais esperadas do
Simpósio de Comércio Exterior realizado pelo SINDICOMIS foi a do secretário de
comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC), Welber Barral. Na ocasião, ele
traçou o cenário atualizado do Brasil no mercado mundial.
Ele defendeu em sua palestra que o
câmbio não é o único fator de competitividade no comércio internacional e citou
o exemplo da Alemanha, que é o maior exportador de café do mundo mesmo sem ter
plantações do grão. “O fundamental é termos marca e qualidade para competir
mundialmente”, diz.
Segundo ele, o mercado mundial exige
a simplificação da desburocratização, eficiência
institucional, logística integrada, agregação de valor e diversificação
de produtos e mercados.
Com relação à nova política industrial anunciada recentemente pelo
Governo Federal, Barral afirma que ela não escolheu setores que seriam
favorecidos. “A política industrial tem medidas pontuais e horizontais para
todos os produtores, empresas exportadoras ou que querem iniciar nas
exportações. O governo trabalha com setores que têm compromisso de metas e
desenvolvimento”, ressalta.
Conforme o secretário, o Governo
Federal tem trabalhado seriamente para o desenvolvimento das exportações do
Brasil. Como exemplo, citou o aumento dos recursos do Programa de Financiamento
às Exportações (Proex) para 2008. Em vez dos R$ 500
milhões previstos, a linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) contará com R$ 1,3 bilhão. “Com isso, queremos aumentar as vendas
externas e fortalecer a posição brasileira no comércio mundial”, completa.
Ele também anunciou que será isenta
de PIS e Cofins a compra de insumos nacionais
destinados à produção para exportação. Além disso, está zerado o imposto de
renda sobre remessas ao exterior destinadas ao pagamento de serviços de
logística de exportação, como armazenamento de mercadoria.
E para reduzir a burocracia das
operações de comércio exterior, foi ampliado de US$ 20 mil para US$ 50 mil o
limite da Declaração Simplificada de Exportação (DSE). “As medidas contribuem
para aumentar ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado
mundial”, finaliza.
______________________________________
Coordenador Geral da Coana
anuncia mudanças na área aduaneira da Receita Federal
Francisco Labriola
Neto, coordenador geral da Administração Aduaneira da Receita Federal, abriu o
1º Simpósio de Comércio Exterior do Sindicato das Comissárias de Despacho do
Estado de São Paulo (Sindicomis) anunciando novidades na aduana brasileira.
Para Labriola, a Receita
Federal vive uma nova realidade, buscando maior integração com a sociedade.
Seguindo esta filosofia, a Coana tem a missão de
“prover segurança, confiança e facilitação para o comércio internacional”.
Para cumprir sua missão, a Coana
trabalha na criação e modernização de normas, na padronização e uniformização
dos procedimentos e em novos projetos para aprimorar sua atuação.
Entre as novidades, Labriola
enfatizou a criação da Consulta Pública Externa, procedimento pelo qual as
Instruções Normativas serão submetidas à sociedade, que poderá dar sugestões e
fazer críticas pela internet, antes de sua publicação
definitiva. A Receita analisará as críticas e sugestões, fará as alterações
possíveis, para depois publicar a IN.
Em relação à padronização e uniformização de
procedimentos, o atual Regulamento Aduaneiro será transformado em código, mais
aberto para facilitar o cumprimento fiscal. Nessa área mudam as normas da
Remessa Expressa, desatualizadas e fora da realidade mundial. Serão editadas a IN das cargas em granel, a primeira submetida à
Consulta Pública Externa, a IN sobre bagagens e outras de grande importância.
O novo Regulamento Aduaneiro, que
está na Presidência da República,
possibilitará a criação dos aeroportos industriais, além de incentivar o uso do
Recof e da Linha Azul pelos importadores, buscando a
ousada meta de liberação de mercadorias em 3 horas, até o final de 2009,
acompanhando o padrão internacional.
CAMEX
Já Aloísio Tupinambá, secretário executivo da Câmara
de Comércio Exterior (CAMEX) destacou o crescimento de 130% no fluxo do
comércio exterior no Brasil, nos últimos cinco anos. Segundo ele, o crescimento
das exportações contribuiu decisivamente para a melhoria dos resultados
macroeconômicos.
“O aumento das importações é
essencial para o incremento da produção, dos investimentos e da
competitividade. Criada em 1995, a CAMEX tem como foco facilitar os
procedimentos, reduzindo barreiras e custos de transação relativos ao comércio
internacional”, destacou Tupinambá ao abordar, ainda,
a resolução 70, de 11 de dezembro de 2007, que propõe uma série de diretrizes
para simplificação e padronização para as instituições que realiazam
a fiscalização no Brasil.
____________________________
ANAC e a logística de carga aérea
O Gerente
Geral de Outorga e Fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC),
Ricardo Pacheco, mostrou em sua palestra a evolução de carga aérea no Brasil (ton-Km). Em 2007, a participação de cada região no volume
de carga aérea foi a seguinte: Sudeste (61%), Norte (14%), Nordeste (14%),
Centro-Oeste (6%) e Sul (5%).
Pacheco representou no simpósio o Superintendente de
Infra-estrutura Aeroportuária da ANAC, Anderson Ribeiro Correia. Também
participou da mesa Tereza Cristina, Coordenadora da
Carga Aérea da ANAC. De acordo com o
gerente, o principal fluxo de carga aérea no Brasil acontece de Manaus para
Guarulhos – cerca de 42 milhões de toneladas. No tráfego internacional, o maior
fluxo está entre Miami e Campinas – em torno de 66 milhões de toneladas.
O gerente da ANAC mencionou a necessidade de pensar a
infra-estrutura aeroportuária para daqui 20 anos.
Destacou a aprovação dos planos diretores para Campinas e São Gonçalo do Amarante (RN). “Nosso objetivo é consolidar o aeroporto de
Campinas como principal entreposto. Já São Gonçalo do Amarante,
no Rio Grande do Norte, será uma alternativa para atender as
limitações dos aeroportos da Região – Salvador e Recife”.
Na palestra, a Dra. Tereza Cristina destacou
conquistas e medidas importantes da ANAC, como a revisão da Instrução de
Aviação Civil (IAC) de cargas perigosas, homologação de escolas para formação
de profissionais e a Comcarga, comissão onde todos os
estudos sobre carga aérea são discutidos.
______________________________________
A importância do NVOCC no mercado foi
discutida no primeiro dia do Simpósio
O professor e consultor do Grupo Aduaneiras, Samir Keedi, defendeu a necessidade de uma legislação específica
que reconheça os NVOCC como armadores de carga e não apenas como consolidadores. Na sua opinião, as empresas que atuam como
NVOCC têm responsabilidade pela carga transportada e, por essa razão, deveriam ser reconhecidos como tal. Ainda segundo ele, muitos embarcadores,
inclusive, estão criando divisões ou empresas para disputar esse mercado.
Segundo ele, em todos os países do mundo, os NVOCC possuem
regulamentação e são reconhecidos como armadores de carga. “No Brasil, se o
NVOCC quiser fazer um seguro, por exemplo, devido à falta de legislação
específica, só conseguem fazer um seguro de responsabilidade civil. Indagado
sobre se o SISCOMEX Carga resolveria esse problema, ele afirmou que não.
Paralelo ao simpósio, o SINDICOMIS/ACTC realizou a
Exposição de Produtos e Serviços do Setor de Comércio Exterior, das 9h às 19h. Participaram
as empresas Baska, Banco Real, BVA Corretora de
Seguros, Embragen, Bysoft, Fecomércio, Guia Marítimo, Mattos Filho Veiga Filho Marrey Jr. e Quiroga
Advogados e Portel.
Segundo os patrocinadores, o evento
foi uma ótima oportunidade para trocar experiências e propor soluções para as
questões que, atualmente, dificultam o avanço das relações comerciais no
Brasil.
Cinthya Britto,
Gerente Comercial da Baska
“A
iniciativa foi excelente. Para o comércio exterior, é importante este approach
entre os associados do SINDICOMIS. É uma forma de promover melhorias em uma
área tão dinâmica”.
Thiago Engler, Desenvolvimento de Novos
Negócios da Baska
“Além
de discutir de que maneira poderemos contribuir com o comércio exterior
brasileiro, o simpósio foi importante para fazer novos contatos e estreitar
relacionamentos comerciais”.
Carlos Olla,
Gerente de Negócios da Bysoft “Discutir o setor é um primeiro passo para
evoluirmos. Muitas vezes, falta espaço para trocar experiências entre os
diversos setores do comércio exterior. O evento do SINDICOMIS/ACTC conseguiu
dar uma visão de tudo que está por vir. São iniciativas como essa que fazem o
Brasil crescer”.
Leandro de Cunto,
Representante da Embragen
“O
evento foi importante para conhecer novas metodologias de trabalho e ampliar o
debate sobre as dificuldades para a logística atual, como a burocracia”.
Ricardo Polito,
BVA Corretora de Seguros
“As
palestras foram de altíssimo nível. Certamente, faremos novas parcerias com o
SINDICOMIS. Foi uma grande oportunidade para conhecer mais sobre as novidades
do setor”.
Outros depoimentos
Euclides
Carli, vice-presidente da FECOMERCIO
“É
um orgulho para a Federação sediar esse evento, pois é através do debate que
encontraremos soluções para aumentar a participação do Brasil no Comércio
Exterior”.
Dra. Diva Kodama, Superintendente
Adjunta Aduaneira da 8 Região/SP
“Esse
evento se mostrou de suma importância para os órgãos intervenientes no comércio
exterior. Representa, portanto, mais uma grande oportunidade para o intercambio
de propostas de boas práticas nos serviços aduaneiros do Brasil”.
Aguinaldo Rodrigues, diretor-executivo do SINDICOMIS
“O
comércio exterior está cada vez mais agressivo. Precisamos ter ética na atuação
ou estaremos fora dele”. Aguinaldo Rodrigues, diretor-executivo do SINDICOMIS.
Paulo Zancul, analista tributário da Receita Federal
“A
atuação do SINDICOMIS é fundamental para o desenvolvimento dos trâmites de
comércio exterior e logística”. Paulo Zancul,
analista tributário da Receita Federal.
Welber Barral, secretário de comércio exterior do MDIC
“Não
há mágicas. Nenhum país se desenvolve com saltos. Precisamos de medidas
concretas”.
Francisco
Labriola Neto, Coordenador Geral de Administração
Aduaneira (COANA)
“É
preciso que haja integração total do Estado e da Sociedade Civil para a
desburocratização do comércio internacional”
Samir Keedi, professor e Consultor do Grupo Aduaneiras