O aumento da
quantidade de resíduos sólidos produzidos e quais as melhores
maneiras de combater a esse sério problema na sociedade brasileira.
Esses foram os principais temas do Seminário sobre Resíduos
Sólidos–A situação brasileira e as oportunidades que a Fecomércio
realizou no dia 16 de junho, na sede da Entidade, sob coordenação de
José Goldemberg, presidente do Conselho de Estudos Ambientais da
Fecomércio.
Segundo Goldemberg,
essa é uma grave questão pela qual passam as grandes cidades
brasileiras. O acúmulo desses resíduos ocasiona uma série de danos
ambientais, além de agravar o efeito estufa. Atualmente, outras
cidades não conseguem resolver os destinos de sua própria produção e
encaminham seus detritos para São Paulo, ocasionando um “turismo”
desses materiais.
Além da presença do
presidente do Conselho de Estudos Ambientais, o evento contou com a
participação do engenheiro Fernando Antônio Wolmer, do setor de
resíduos domiciliares e de serviços de Saúde da Companhia de
Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à
Secretaria do Meio Ambiente do governo de São Paulo.
Wolmer acredita que
eventos como esse, organizados pela Fecomercio, são de suma
importância no combate ao problema. “Antes
se falava de tratamento de água, depois foi a vez do esgoto e agora
se discute os resíduos sólidos. Cada reunião realizada é um passo à
frente para maior conscientização da população”, afirmou o
engenheiro.
Segundo ele, já é
feito um ótimo trabalho pela secretaria do meio ambiente. A
fiscalização e a análise de novos projetos são as principais formas
de combate realizadas pela Cetesb. Ele ainda complementou dizendo
que a melhor forma para alcançar uma solução é diminuir a produção
desse material, o que é chamado de “Produção mais limpa”.
Também esteve
presente nos debates Alberto Bianchini, vice-presidente da
Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos
Especiais (Abrelpe) e diretor para América Latina da ISWA –
International Solid Waste Association.