

Presidente Lula pode assinar decreto para modernização dos
portos na próxima semana
O ministro da Secretaria Especial de Portos
(SEP), Pedro Brito, afirmou em 25 de setembro, na sede da
Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro,
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode assinar um
decreto para aperfeiçoar a gestão dos portos no Brasil na
próxima semana. “O decreto está fechado, e estamos agendados
para na quarta-feira termos o despacho do presidente”, disse
Brito, frisando que o decreto servirá para complementar a Lei
8.630/93, conhecida como Lei dos Portos. “Esta lei é o marco
regulatório do setor, que possibilitou investimentos privados,
tirou o monopólio estatal da operação portuária e fez o
sistema de portos crescer 21% nos últimos cinco anos, em
relação ao fluxo total de comércio internacional. Há cinco
anos o Brasil tinha exportações e importações no valor de US$
107 bilhões, e em 2007 chegamos a US$ 280 bilhões, 90% disso
passa pelos portos”, declarou.
O novo decreto - atualmente na Casa Civil -
também cria um regime para a concessão de novos portos, que
poderão ser construídos e administrados pela iniciativa
privada, com localização a ser definida pelo plano de outorgas
do Governo. Segundo o ministro, existe uma controvérsia no
setor privado acerca do uso de terminais privativos e
públicos, e o decreto vai esclarecer pontos como esse. “O que
queremos separar com o decreto é a figura do terminal
privativo, que vai atender exclusivamente às necessidades das
empresas que precisam de porto para operar”. Atualmente, o
Brasil possui 124 terminais privativos e, de acordo com Brito,
a iniciativa privada terá mais chances de operar e administrar
portos privados, através de licitação e não mais por meio de
autorização, como até agora funcionou. “Os portos públicos
continuarão do mesmo jeito”, destacou.
Lei dos Portos: moderna, mas
passível de reparos
Mesmo classificando a Lei dos Portos como
“moderna”, Brito admitiu a necessidade de reparos, como a
previsão para movimentação de contêineres no País. A opinião
também é partilhada por Wilen Manteli, presidente da
Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). “Temos
um nó no marco regulatório de portos. Não basta só a Lei dos
Portos, é necessária uma instrumentalização que indique um
norte, tirando eventuais dúvidas que a lei pode ensejar. É o
que esperamos com o decreto. O setor empresarial se sente
reanimado”, disse.
O ministro Pedro Brito participou da reunião
Comissão Portos, movimento empresarial de entidades
comprometidas com a reforma portuária, como a Confederação
Nacional do Comércio, que sediou o encontro.
Fonte: Portal do COMÉRCIO
Confederação Nacional do Comércio
http://www.portaldocomercio.org.br